Empresa passa a integrar o ambiente regulado de plataformas de investimento participativo
A Infinity Tokens, empresa fundada pelos cearenses Aldairton Carvalho e Sávio Maia, recebeu, nesta segunda-feira (21), registro da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar como plataforma eletrônica de investimento participativo, dentro das regras estabelecidas pela Resolução CVM 88/2022. O registro representa uma nova etapa para a empresa e coloca uma companhia originada no Ceará em um segmento que reúne tecnologia, investimentos e infraestrutura do mercado de capitais.
Com o registro, a Infinity Tokens passa a poder atuar na estruturação de operações de investimento participativo dentro das regras estabelecidas pela CVM. Esse modelo permite que empresas de pequeno porte captem recursos junto a investidores por meio de plataformas eletrônicas, o chamado crowdfunding de investimento.
A Resolução CVM 88 regulamenta ofertas públicas de valores mobiliários de sociedades empresárias de pequeno porte realizadas por meio de plataformas eletrônicas de investimento participativo. A norma estabelece requisitos para as plataformas que desejam atuar nesse mercado e determina que elas sejam registradas na CVM.
A atuação da Infinity Tokens está relacionada à tokenização de ativos, processo que utiliza tecnologia para representar digitalmente direitos e ativos em estruturas que podem ser utilizadas em operações de investimento. A empresa trabalha na estruturação dessas operações, envolvendo etapas como organização jurídica, emissão e distribuição dos ativos, além de processos de análise e governança.
A tecnologia permite que determinados ativos ou direitos econômicos sejam representados digitalmente, criando novas possibilidades para sua estruturação e acesso a investidores. Entre os segmentos que podem utilizar esse tipo de estrutura estão áreas como recebíveis, imóveis, agronegócio, energia e infraestrutura.
Ceará em um mercado em transformação
“Esse registro representa a conclusão de uma etapa em que tecnologia, estrutura jurídica, governança e conformidade precisaram caminhar juntas. Construímos a Infinity Tokens com a visão de que o mercado de capitais pode incorporar novas tecnologias sem abrir mão de segurança, transparência e responsabilidade. Fazer isso a partir do Ceará tem um significado especial para nós e mostra que é possível desenvolver, daqui, soluções voltadas a um mercado de alcance nacional”, afirma Aldairton Carvalho, sócio da Infinity Tokens.
A tokenização vem sendo discutida pela própria CVM em relação aos seus impactos sobre o mercado de capitais brasileiro. Em julho deste ano, a autarquia criou o Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT), com a missão de realizar estudos e conduzir testes.
“Estamos diante de uma mudança na forma como determinados ativos podem ser estruturados, registrados e acessados por investidores. O papel da Infinity Tokens é justamente construir essa ponte entre a inovação tecnológica e as exigências de um mercado que precisa funcionar com regras claras. Acreditamos que a tokenização tende a abrir novas possibilidades para empresas e projetos, mas esse desenvolvimento precisa acontecer com fundamentos sólidos, segurança jurídica e uma infraestrutura preparada para escalar”, destaca Sávio Maia, sócio da Infinity Tokens.
Da tecnologia à infraestrutura de investimentos
A iniciativa também evidencia a expansão da tecnologia do Ceará para áreas que exigem, além de desenvolvimento tecnológico, estruturas de governança, segurança, conformidade e adequação às normas do mercado financeiro.
A partir dessa nova etapa, a Infinity Tokens pretende ampliar sua atuação e desenvolver estruturas de investimento baseadas em tecnologia, aproximando projetos e ativos de investidores dentro das regras aplicáveis a cada operação.
Sobre a Infinity Tokens
Fundada em 10 de outubro de 2025 pelos cearenses Aldairton Carvalho e Sávio Maia, a Infinity Tokens atua no segmento de tokenização de ativos e infraestrutura digital para operações de investimento. A empresa trabalha na estruturação, emissão e distribuição de ativos tokenizados, com atuação nas áreas jurídica, tecnológica e de governança.

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